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(DES)Vestir
(DES)Vestir é uma performance que resulta da investigação auto-representacional corrente de João Raposo Cruz, inserida no Mestrado de Práticas Artísticas em Artes Visuais. O artista questiona a sua identidade, e põe em causa a sua relação consigo mesmo e com o mundo que o rodeia. Esta performance centra-se então na desconstrução de si mesmo, no escapismo ás suas próprias conceções sobre si, e a partir disso à construção deixada em aberto por algo novo.
O título (DES)Vestir, surge através da conceptualização da própria performance e resultando num texto da autoria do artista:
“Quero desnascer, voltar para o lugar de onde fui arrancado e não consenti.
Todos dizem que nascemos nus, não concordo. Nascemos vestidos, com roupa dos outros, roupa que nos vestem. Esta pode ser a que queremos, um vestido da Zara, uns ténis da Nike, as vezes podemos querer a roupa dos outros, eu só quero estar nu.
Não gosto propriamente da roupa que me deram, durante muito tempo não pensei em relação a isso, mas tornou-se pesada e desconfortável chegava a doer. No entanto nunca me serviu, ora muito larga e eu não era o suficiente para a encher, ora muito apertada e sentia-me sufocado dentro dela.
Quero desnascer e voltar para onde não uso roupa, para por fim, depois de algum tempo, que todos merecemos descanso, renascer verdadeiramente despido, e não ter de me vestir, ou vestir-me como me apetecer.
O processo de renascimento pode ser difícil, aprendemos a andar vestidos no fim das contas, como tal temos também de aprender a andar nus.
Morro então e volto a vida como um ser novo, verdadeiramente nu. Dou-me a luz a mim mesmo e o meu maior desejo é simplesmente ser estar nu.”
Apresentação do Livro Economia Política dos Direitos Humanos | SINOPSE
"A economia e os direitos humanos são porventura dois dos conceitos que mais contribuíram para o progresso da humanidade: a economia para a libertar da necessidade e os direitos humanos para a libertar do medo. Para além de partilharem um objectivo comum, as pessoas, estão ainda intimamente ligados por outros motivos. Com efeito, existe uma dimensão económica nos direitos humanos assim como uma dimensão de direitos humanos na economia. Esta obra aborda um vasto conjunto de direitos humanos, políticos, económicos, sociais e culturais, e a sua articulação com os princípios da economia. Examina também o papel da desempenhado pela ciência económica na desconstrução da sociedade dos direitos humanos em resultado de uma inversão de valores que instituiu a economia como finalidade, passando a sociedade a estar ao serviço da economia em lugar do contrário"
DIA 28 de ABRIL convidamos a Academia a jogar connosco. Nós levamos os jogos e ensinamos a jogar!
Os Jogos de Tabuleiro sempre foram uma boa forma de convívio e de estímulo ao exercício da memória e da superação de etapas. Umas vezes sob a forma de raciocínio lógico, outras vezes sob a forma de raciocínio mais abstrato, a verdade é que os jogos de tabuleiro são oportunidades excelentes para congregar a diversão com a capacidade de resiliência e superação
Venha jogar connosco, a participação é Gratuita, basta vir e desfrutar de 2 horas de puro divertimento!
Esta exposição resulta da investigação de Vittória Vieira, aluna no Mestrado em Práticas Artísticas em Artes Visuais e centra-se na utilização da fotografia analógica para capturar o quotidiano. Através da lente, o dia a dia transforma-se em teatro: as pessoas tornam-se atores de um enredo espontâneo, enquanto os lugares assumem o papel de cenários. Sob o título “Arquivo”, a exposição explora a repetição como algo mais do que simples momentos banais, encarando o quotidiano como uma sobreposição de peças teatrais acabadas e inacabadas. A instalação evoca um laboratório fotográfico, onde negativos químicos e testes de impressão revelam a materialidade do processo de observação. A experiência expande-se para além da imagem final. Ao apresentar negativos, testes de impressão, recipientes de químicos e anotações, o público é convidado a entrar na “cozinha” da criação. Esta escolha estética apresenta o arquivo não como algo estático, mas como um processo em constante manipulação e transformação, onde o erro e a experimentação fazem parte da memória visual. Vittória Vieira
No dia 6 de Maio convidamo-lo a participar na inauguração da Sala dos Legados. Para assinalar o notável trabalho científico e académico desenvolvido pelos Professores da Universidade de Évora, os Serviços de Biblioteca e Informação Documental (SBID), e a Reitoria da Universidade de Évora promovem uma nova sala da Biblioteca, que constitui uma oportunidade única para refletirmos sobre a importância do legado científico e humano dos docentes que marcaram a vida universitária da Academia eborense.
Mais do que um gesto simbólico, a Sala dos Legados representa o reconhecimento do conhecimento gerado, do papel formativo desempenhado e da influência duradoura dos professores na história da Universidade de Évora, tanto a nível nacional como internacional. Reunindo as suas obras pretendemos valorizar o trabalho intelectual que moldou áreas do saber, inspirou gerações e reforçou o prestígio da instituição. A Sala convida-nos a revisitar os percursos notáveis de docentes que, com dedicação e excelência, contribuíram para consolidar a missão da Universidade de Évora enquanto espaço de cultura, ciência e cidadania.
Dentro e fora da vida académica, os seus textos permanecem em programas, as suas ideias nos debates e os seus gestos na memória de quem teve o privilégio de aprender com elas. Esta Sala constitui uma justa valorização aos professores que, pela docência, investigação e ação cultural, ajudaram a construir a identidade da Universidade de Évora. Valorizar os professores da Universidade de Évora é reconhecer que a Universidade de Évora se constrói, também, pela memória e continuidade dos que a fizeram crescer.
Reitora da Universidade de Évora Hermínia Vilar e Vice-reitoria para a Comunicação e Promoção Institucional e Informação Documental Noémi Marujo
CRÉDITO da FOTOGRAFIA: Jandir Cardoso Sanches
A Conferência, "da Revolução à Constituição" 50 Anos da Constituição de 1976: Memória, Transformação e Futuro da Democracia, pretende assinalar os 50 Anos da promulgação da 1ª Constituição Democrática pós 25 de Abril (02 abril de 1976), organizada pelos SBID.UÉ e Reitoria, em parceria com o CICP- Centro de Investigação em Ciência Política, e os Departamentos de Economia e História da Escola de Ciências Sociais, e Escola de Artes UÉ.
A Mostra Bibliográfica 50 Anos, 50 Livros. da Revolução à Constituição – 50 Anos da Constituição de 1976, pretende assinalar o cinquentenário da promulgação da primeira Constituição democrática portuguesa pós 25 de Abril de 1974, aprovada e promulgada a 2 de abril de 1976. A Constituição da República Portuguesa de 1976 marcou um momento decisivo na consolidação do regime democrático em Portugal, e para evocar este momento histórico fundamental da nossa vida democrática, esta mostra apresenta uma seleção de cinquenta obras do acervo dos Serviços de Biblioteca, sobre o período revolucionário, e a sua conjuntura, que se estende para além do ano de 1976, conjuntamente com alguns documentos de arquivo, nomeadamente, fotografias e manchetes de jornais regionais e nacionais da época. Estes livros e documentos testemunham os debates, as transformações políticas e as reflexões que acompanharam a transição para a democracia, oferecendo ao público um olhar sobre as ideias e os acontecimentos que conduziram à construção do novo quadro constitucional democrático português.
Celebrar os 50 anos da Constituição de 1976 é mais do que evocar um momento histórico, é reconhecer o papel determinante da Lei Fundamental que, ao longo deste meio século, estruturou, orientou e norteou a construção da democracia em Portugal. É reconhecer o caminho que percorremos, as conquistas alcançadas e os desafios que permanecem hoje na contemporaneidade. Este é, na realidade, ao mesmo tempo, um momento de memória, mas também um momento de projeção no futuro. Um momento de celebração da cidadania ativa, no afirmar como essencial, que pensar os 50 anos já transcorridos e pensar nos próximos 50 anos a transcorrer, é e será SEMPRE um momento de participação cívica no debate imperdível sobre a liberdade que nos une, e sobre as responsabilidades que partilhamos.
No âmbito do Curso de Mestrado em Práticas Artísticas em Artes Visuais será apresentada na Biblioteca Jorge Araújo do Colégio dos Leões a Instalação "MATÉRia” da autoria de Tânia Andreia, integrada na Rubrica Thursday’s 6 o’clock Art Tea, com a missiva de apresentar exposições de trabalhos desenvolvidos pelos alunos nas Unidades Curriculares em curso. A instalação, como salienta a autora é o resultado de uma “investigação autoetnográfica, de recolha e reinterpretação de fragmentos de histórias indesejáveis e vestígios de fraturas da linhagem materna. Pretendo o reconhecimento da ferida, da dor, da decomposição, da morte e da transformação cíclica das matérias do corpo. Quero, através do ritual, revelar, integrar, ordenar e libertar. Interessa-me abrir os símbolos do feminino indómito, excluído, ocultado e silenciado, recorrendo a narrativas mitológicas e ancestrais das deusas bestas que os sustêm.” Tânia Andreia, Janeiro 2026
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